O mercado de açúcar vive um momento de forte pressão, com os preços internacionais atingindo os menores níveis em cerca de cinco anos. O movimento já impacta diretamente o setor sucroenergético brasileiro, reduzindo receitas e apertando as margens das usinas.
A queda das cotações tem como principal fator o excesso de oferta global, combinado com a redução nos preços do petróleo. Com o combustível mais barato, o etanol perde competitividade, levando as usinas a direcionarem mais cana para a produção de açúcar o que aumenta ainda mais a oferta e intensifica a queda dos preços.
Esse cenário cria uma equação desfavorável: produção elevada e preços mais baixos. A safra brasileira segue forte, com estimativas acima de 670 milhões de toneladas de cana, o que amplia a disponibilidade do produto justamente em um momento de mercado enfraquecido.
Na prática, o impacto é imediato nas exportações. O Brasil continua embarcando grandes volumes, mas com menor valor agregado, reduzindo a entrada de divisas e pressionando o caixa das empresas.
Além disso, o comportamento do mercado internacional reforça o cenário negativo. A demanda global mostra sinais de desaceleração, enquanto fundos de investimento ampliam posições vendidas, contribuindo para a continuidade da tendência de baixa.
Diante disso, o setor sucroenergético entra em um período de ajuste, com maior foco em eficiência operacional e decisões estratégicas sobre o mix entre açúcar e etanol.
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Fonte: Economic News Brasil
Texto: Gabriel Silva





