O mercado global de café deve entrar em 2026 com uma oferta superior à demanda, com projeção de superávit de aproximadamente 10 milhões de sacas. A estimativa reflete uma recuperação significativa na produção mundial, especialmente puxada pelo Brasil.
De acordo com análises do setor, a produção global deve alcançar cerca de 182,5 milhões de sacas, enquanto o consumo é estimado em 172,5 milhões. Esse cenário marca uma mudança após anos recentes de oferta mais apertada e estoques reduzidos. 
O Brasil aparece como principal responsável por esse avanço, com expectativa de safra robusta, impulsionada pela recuperação após problemas climáticos em ciclos anteriores e pelo crescimento estrutural da produção, principalmente do café robusta.
Além do Brasil, outros países também contribuem para o aumento da oferta, como o Vietnã, que deve registrar recuperação produtiva, e nações africanas que apresentam crescimento mais moderado.
Com a maior produção, a tendência é de recomposição dos estoques globais, que devem voltar a níveis mais confortáveis após anos de queda. Ainda assim, o mercado não deve atingir equilíbrio total no curto prazo.
Isso porque a distribuição da produção e dos estoques segue desigual entre regiões, e fatores como clima, geopolítica e regulações internacionais continuam influenciando o setor.
Do lado da demanda, a expectativa é de recuperação gradual, sustentada por melhora econômica em alguns países e desaceleração da inflação, embora os preços ainda elevados possam limitar um avanço mais forte no consumo.
O cenário, portanto, é de maior oferta, mas ainda com volatilidade e necessidade de atenção por parte dos agentes do mercado
Fonte Brasil Agro
Por Rafael Silva





