O preço do boi gordo atingiu níveis recordes no Brasil, impulsionado por uma forte corrida das indústrias para exportar carne à China. A demanda aquecida, somada à oferta limitada de animais para abate, tem sustentado a valorização no mercado.
O movimento ocorre em meio ao avanço rápido no preenchimento da cota de exportação chinesa, que possui tarifas reduzidas. Para aproveitar esse cenário, frigoríficos intensificaram as compras de gado, elevando a disputa por animais prontos para abate.
Dados recentes indicam que o indicador do boi gordo chegou a cerca de R$ 365 por arroba, acumulando alta tanto no curto quanto no longo prazo. Ao mesmo tempo, os embarques brasileiros seguem fort…
Biocombustíveis ganham força como proteção contra alta do petróleo
O avanço dos biocombustíveis no Brasil tem sido visto como uma estratégia para reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado interno. Etanol e biodiesel passam a ser tratados não apenas como alternativas sustentáveis, mas também como ferramentas econômicas para equilibrar preços.
Com o diesel e a gasolina expostos às oscilações internacionais, o governo avalia ampliar a mistura de biodiesel no diesel e de etanol na gasolina. A medida pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis e suavizar os efeitos de choques externos.
Além disso, cada aumento na mistura representa maior demanda por biocombustíveis, fortalecendo o setor sucroenergético e ampliando a produção interna.
Apesar do potencial, especialistas apontam que a implementação dessas mudanças depende de fatores técnicos, como testes de desempenho e capacidade de produção, além de decisões regulatórias.
Ainda assim, o cenário reforça o papel estratégico do agro na matriz energética brasileira, com os biocombustíveis atuando como uma espécie de “amortecedor” frente à volatilidade do petróleo.
Fonte: Brasil Agro
Texto: Gabriel Silva





